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sábado, 14 de maio de 2011

Resolução da denúncia

Continuando o post iniciado aqui.

Compareci no dia 09 de abril no conselho tutelar e ficou definido que meu filho, Davi, de 7 anos, iria para a escola. Samuel, como ainda tem 5 anos e meio, não irá pois a obrigatoriedade escolar é a partir dos 6 anos.

Eles me indicaram uma escola municipal, na qual poderiam intervir, caso fosse necessário.

Chegando em casa, eu e meu marido, decidimos não matriculá-lo.

O mês se passou e, quando menos esperava, o conselheiro retornou à minha casa, com uma intimação da Vara da infância e juventude. Ele encaminhou nosso caso para uma promotora.

Resolvi ir até a escola sugerida pelo conselho, para fazer uma avaliação pedagógica e utilizá-la na promotoria. Davi pediu para frequentar a escola e naquele momento achei que seria uma oportunidade para que ele percebesse que a escola não é um lugar propício para fazer amigos, aprender brincando, com a liberdade que se tem em casa (era essa a ideia que ele tinha da escola).

Concordei com sua matrícula.

O que quer que acontecesse, seria um aprendizado para todos.

Sobre a promotora, após comparecer com o teste da escola e o certificado da matrícula, ela não teve outra reação a não ser encerrar o caso, embora, particularmente, estivesse afetada (muito nervosa), dando sermões, defendendo o Estado.

Sobre a escola e a chegada do meu filho:

A primeira coisa que Davi fez foi ir à biblioteca!

Ficou muito empolgado e pensou que poderia pegar muitos livros e ficar na biblioteca.

Seu comportamento foi dentro do que eu esperava.

Não ficou na sala de aula por muito tempo, só queria ler os livros e não prestava atenção ao que a professora dizia.

Começou a frequentar a escola no dia 29 de abril e desde esse período tenho tido várias reuniões com as coordenadoras do colégio, que constataram TDAH, fazendo um pedido para exames psicológico e neurológico.

Davi é um menino simpático. Cumprimenta e conversa com os adultos, mas isso tem um limite.

Se a proposta não está interessante, ele simplesmente não faz e procura algo "melhor", ao seu ver, para fazer.

Teve que trocar de turma: de uma professora tradicional, para uma mais jovem e cheia de ideias.

Ela é uma pessoa cheia de energia e tem sido muito atenciosa.

Mesmo assim, seu comportamento em casa mudou: tem estado, a cada dia, mais impaciente, relata problemas com os colegas (não consegue se enturmar) e está mais agitado, de forma negativa.

Davi sempre foi ativo, "conversador", cheio de energia. Um menino que não pára quieto, corre muito, fala muito. Questionador, interessado em aprender e que ama dinossauros.

Nunca foi de brincar quieto, de carrinho. Seu tema preferido é o mundo animal!

Na sala de aula ele questiona, mais que seus colegas. Isso tem sido um dos motivos de reclamação, pois quando ele pergunta, atrapalha a aula.

Numa das reuniões, quando esse fato foi colocado como um problema eu respondi que é exatamente isso que o ensino, a questionar as coisas e, dessa forma, aprender!

Ele é inteligente, nisso eu e as professoras concordamos, mas sua inquietação tem sido o maior de todos os problemas.

Por enquanto ele continuará na escola.

Não quero que, no futuro, ele diga que o privei do convívio escolar.

Sei que vivenciando a escola ele terá mais consciência do significado da educação em casa.

E estarei acompanhando de perto, esse ano escolar do Davi, dando continuidade à educação em casa com ele e seu irmão, Samuel.

7 comentários:

Graziela disse...

Lunna que situacao desagradavel, voces estao vivendo.
Espero que ela se resolva logo e da melhor maneira, para o bem do seu filho; que imagino eu talvez ainda nao deve ter se dado conta (da dimensao) de tudo que esta acontecendo.
Coracao de mae sofre. Forca e torco pelo melhor para voces e pelo respeito a liberdade de escolha.
Abracos fraternos
Graziela

Strega Mamma disse...

Eles tentarão com todo o empenho a transformá-lo num menino "quieto e bonzinho", e essa coisa de transtorno de déficit de atenção é o disfarce para dominá-lo.Que a Grande Mãe o proteja de tantos perigos ...Sou terepêuta e sei muito bem o que é isso. Crianças questionadoras não servem para a "sociedade limitada e limitante" em que vivemos.Tomara que o ensino em casas consiga ser reconecido. Tive um filho que sofreu tanto bullying que hoje está em atendimento psicológico/psiquiátrico e sinceramente não tenho certeza de que um dia conseguirá superar.
lamento muito o que estão passando e torço por você e o Davi em especial.
Bjs carinhosos.

Raíza disse...

Olá. Amei o blog! N sabia que existiam pessoas como eu no Brasil, que acreditam de fato na ED. n tenho filhos, mas sempre penso q o melhor a fazer é educá-los em casa mesmo. Sou Wiccana e vejo q a educação tradicional n funciona bem para pessoas q n são cristãs. Espero q algo seja feito nesse país para legalizar a ED!

Lunna disse...

Graziela, espero que um dia possamos viver em liberdade! Grata!

Strega, sou a favor de tudo que disse. O sistema precisa de cordeiros para serem educados, ou domesticados. Energia e força para vc e seu filho!

Raíza, é sempre bom encontrar pessoas que compartilham desse ideal. As pessoas são preconceituosas e isso gera desrespeito. Todas as religiões devem ser respeitadas, assim como todos os seres. Mas existem pais cristãos que tb são a favor da educação em casa! Vamos aguardar a lei ser aprovada, sem dúvida!

Anônimo disse...

Olá! Gostei do blog e fico triste em ver como os pais que realmente se preocupam com a educação de seus filhos são criminalizados, enquanto há tantos outros que jogam seus filhos na escola e os abandonam moralmente, espiritualmente, e tantos outros mentes. Sou cristã, protestante e cada dia mais tenho plena convicção que a escola- no modelos que temos hoje- não é o melhor lugar para ninguém, principalmente para quem deseja transmitir valores cristãos ou qualquer outra religião que tenha a moral, o próximo e o autruísmo em grande estima. Aguardo, ansiosamente, pela lei que nos permita educar sem medo nosso filhos, no nosso lar.

Márcia Genésia X. disse...

Gostaria de saber como tem sido pra ele a sala de aula, pois minha filha é disléxica e tenho passado momentos horríveis na escola com essa inclusão que não inclui. Percebi que com o ensino domiciliar feito por apenas três meses teve mais resultados que dois anos na escola, pois nesse curto período eu o alfabetizei pelo método fônico.

camila lucchesi gomes disse...

Eu já acho que a educação nas escolas não funcionam para ninguém. Sou evangélica e por causa do meus cabelos longos, hábitos musicais e uso de saias sofri bullying durante todos os anos escolares, sem exceção. Sofri tanto que não suporto a ideia de colocar meus filhos em uma. Tenho pane em entrar em uma escola pública, embora eu seja professora de inglês e atual forma da em pedagogia. Amo ensinar pq quero fazer a diferença que não fizeram pra mim. O problema não é sua religião, mas sim ser diferente...