Esse blog tem como intuito compartilhar as experiências reais de famílias que praticam a educação em casa, além de ideias, dicas, sugestões e muito mais!

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A dificuldade de se manter um filho na escola

Meu filho, Danilo, teve seu "jardim de infância" em casa e quando digo casa não me restrinjo ao local onde se vive. Fazíamos passeios pela natureza, conhecendo o meio ambiente de forma natural. Viajamos pelo Brasil a fora, e ele teve a oportunidade de conhecer pessoas e culturas diferentes, além de viver em liberdade.

Quem educa em casa vivencia o processo de forma plena e a criança não vive em cativeiro, muito pelo contrário!

Depois que Danilo entrou na escola, no mês de maio desse ano, as coisas mudaram radicalmente.

Agora vivemos aprisionados pelo sistema, sair de casa ficou difícil. Morando numa cidade grande não temos tantas oportunidades quanto numa cidade menor, por outro lado, morar no interior tendo a obrigatoriedade da frequência escolar é algo que quero evitar já que a tentativa de colocá-lo numa escola rural fracassou (ele não ficou principalmente pela falta de qualidade no ensino).

Logo no primeiro dia de retorno das férias um aluno cuspiu no rosto do meu filho, literalmente. Ao que parece ele não estava fazendo nada, o garoto passou correndo só para cuspir, sem ter um motivo.

Ao longo da semana muitas foram as reclamações da parte dele e eu e o pai fomos à escola para conversar, quase todos os dias!

Meu filho tem reagido a tudo agressivamente, mesmo em casa.

Seu sorriso já não é mais de um garoto que tem liberdade.

A pressão exercida sobre ele, na escola, perante à cobrança dos exercícios e "Para Casa" (que ele se recusa a fazer, dizendo que "é difícil", mesmo quando não o é, usando esse argumento como desculpa ) e as punições por seu comportamento em sala de aula estão desmotivando-o a aprender, tanto na escola quanto em casa!

A única coisa em que sente prazer é brincar e passa os fins de semana fazendo isso.

Samuel, apesar de estar sendo educado em casa, está acompanhando o irmão e se tornando hostil, negando qualquer atividade proposta por mim.

Comportamento é contagioso?

Estou seriamente pensando em retirar Davi da escola e a coordenadora apoia essa decisão, propondo que Davi realize as atividades da escola em casa, tendo acompanhamento junto à instituição. A questão é que ela não sabe se existe legalidade nesse ponto. Ela colocou que se eu pedir transferência o cadastro é retirado do sistema automaticamente, logo ninguém saberá onde estaremos, a não ser que haja uma nova denúncia.

Tenho três opções:

1 - Mantenho Davi na escola;

2- Retiro-o da escola e mudo de cidade;

3 - Retiro-o da escola, entro com um processo perante a vara da infância e juventude, alegando não haver abandono intelectual, e mantendo um monitoramento na escola que ele frequentava, incluindo as atividades escolares, seguindo o currículo da escola.

O que me deixa na dúvida é o fato de Davi se recusar a fazer qualquer atividade.
É impossível colocar um lápis em suas mãos e obrigá-lo a realizar as atividades!

E, dessa forma, o juiz pode dizer que somos pais negligentes.

Como Davi não faz nada (ou quase nada) em sala de aula, a negligencia é de quem?
Dos pais? Dos professores? Do próprio aluno?

O que eu percebo é que a escola funciona como uma empresa, em busca de resultados:

Os empregados (alunos) precisam alcançar suas metas (notas), para isso contam com a supervisão do gerente (professor) e este é cobrado pelo supervisor (coordenador da escola), e assim sucessivamente.

O que importa é que o presidente da empresa (Governo) obtenha os resultados ( maior número de alunos matriculados e frequentes em sala de aula, passando de ano, mesmo sem conhecimento).

O resultado é alunos que se recusam a obedecer passando a serem vistos como um problema, que atrapalham o resultado final; estes são mandados para o neurologista (hoje, enquanto estava na coordenação da escola, vi pais de quatro alunos sendo orientados a consultar um neurologista para seu "filho-problema"), professores e funcionários da escola estressados, pressionados e cansados por terem que lidar com tantos "problemas" (alunos).

A educação deveria ser leve, tranquila e a infância um momento saudável e feliz.

Os valores se perderam, o aluno não tem sua individualidade respeitada e o Governo priva a minoria de pais que desejam que seus filhos sejam mais do que um número.

12 comentários:

Anônimo disse...

Very interesting points. Thanks!

My blog:
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Vitória Paz disse...

SE AS CRIANÇAS FOREM DEVIDAMENTE AVALIADAS PELA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E APRESENTAREM RESULTADOS ACEITÁVEIS, NÃO HÁ NENHUM PROBLEMA NA ADOÇÃO DO ENSINO DOMICILIAR. PELO CONTRÁRIO, AS CRIANÇAS PODEM SER MAIS FELIZES, NÃO SOFRENDO BULLYING, NÃO SENDO VÍTIMAS DA FALTA DE SEGURANÇA NAS ESCOLAS, TENDO MAIS TEMPO COM A FAMÍLIA, E PODEM, ATÉ MESMO, TER UMA QUALIDADE DE ENSINO MELHOR.

OS PAIS DEVEM TER O DIREITO DE ESCOLHER A EDUCAÇÃO DE SEUS FILHOS.

SE NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS ESTA PRÁTICA JÁ EXISTE, NÃO É À TOA. ELA FUNCIONA E PODE PERFEITAMENTE FUNCIONAR NO BRASIL TAMBÉM.

EM MARINGÁ (PR), POR EXEMPLO, ISTO JÁ ACONTECE. VEJA MATÉRIA DA REVISTA EXAME:
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/02/03/ensino-domiciliar-e-pratica-polemica-no-brasil/

Anônimo disse...

Sugiro http://grandeursonavegante.blogspot.com
Tem um artigo do estadão sobre uma família teatral

Patrícia França disse...

Bom dia!!!! Nossa como professora me senti mal ao ler seu post. Não que seja contra ao ensino em casa, mas não se pode condenar uma maioria por uma minoria. Eu não trato os meus alunos com cliente e muito menos problema. Amo o que faço e procuro o melhor para os meus alunos. Pode ser que a escola que seu filho esteja não seja a melhor, mas existem excelentes profissionais, que amam a educação e a fazem com amor e dedicação.
Temos que tomar cuidado com as generalidades. Busque o melhor para o seu filho, mas não culpe a "todos" professores pelo fracasso em uma escola.
Obrigada!!!!

Preparador BR disse...

eu e minha esposa estamos pensado em adotar este método...
Quanto a agressão se seu filho sofre, não é normal, acho que vc deve combater com as mesmas armas que é atacada, processe o estado, a escola o MP, o conselho tutelar e todos os que lhe obrigaram a submeter seu filho a este tipo de violência.

Sabrina disse...

Atualiza o blog... Tão legal ver como vc reagiu a cada etapa do estudo dos meninos! Como vcs estão? O que aconteceu com eles? Você continua ensinando em casa? Aprendeu tecnicas novas? Divide com a gente!! :)

Anônimo disse...

O nome do menino é Danilo ou Davi? Tá parecendo fake!

Débora Almeida disse...

O ensino domiciliar tem se tornado mais comum entre as famílias! No meu caso estou terminando o 2º ano do ensino medio esse ano em uma escola e minha familia esta pensando seriamente em optar por esse método, queria saber como faço em relação a provas e ao certificado de conclusão? Existe algum local que forneça esse tipo de material?

Anônimo disse...

Mãe,você esta completamente certa,a escola se tornou sim,infelizmente,uma empresa,onde o maior interessado é o governo.Os professores não dominam o sistema e mesmo com greves vivem a mercer deste governo enganador,que na verdade tira proveito de tudo e de todos.A Presidente Dilma prometeu em campamha fazer uma mudança na educação ,principalmente no que diz respeito a reprovação.Cadê Presidente? SOS EDUCAÇÂO
Uma Professora

Aline Lourenço disse...

Boa tarde, meu nome é Aline Lourenço e sou repórter do Jornal O TEMPO, de Belo Horizonte. Estou procurando famílias que optaram pelo ensino domiciliar e que topariam contar a sua experiência para uma matéria que estou produzindo. De preferência, procuro famílias que moram em Minas Gerais. Se alguém tiver interesse, por favor entre em contato comigo pelo aline@otempo.com.br e deixe algum telefone de contato. Muito obrigada!

marluci sandra disse...

Tenho uma dúvida quanto a educação domiciliar, e as famílias que são de baixa renda e não tem condições de pagar aulas ou professores para ensinarem seus filhos em casa? E as mães que não têm bagagem intelectual para ensinarem seus filhos? tenho quatro filhos e sempre tive vontade de seguir esse sistema, porém, confesso que acho inacessível para as classes mais baixas.

Ana Lucia Fagundes Souto disse...

Marluci, desculpe discordar de vc. Não acredito que sabedoria e estudo sejam a mesma coisa. Acho sim que uma mãe que não teve acesso a educação formal, porém que entenda a prioridade e possibilite ao filho acesso a materiais pode sim educar em casa e acho mais, acho que qq um pode educar em casa desde que se reserve um tempo pra isso.